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2015-10-26 15:00:54

Menos exóticas, mais saramugo na ribeira do Vascão

Mais de uma centena de voluntários envolveram-se na conservação do saramugo juntando-se à equipa da LPN, numa intensa ação de remoção de peixes exóticos que decorreu este Verão na Ribeira do Vascão.

Durante dois meses e meio, entre Julho e Setembro, a equipa da LPN do Projeto LIFE Saramugo saiu para o campo 3 dias por semana para realizar a remoção de espécies piscícolas exóticas na Ribeira do Vascão, uma das ribeiras mais preservadas do Sul do País e um dos últimos refúgios do saramugo.

É durante o Verão, quando as ribeiras perdem o seu regime de escorrência e se transformam em conjuntos de pegos, que a pressão dos peixes exóticos sobre os saramugos e outros peixes nativos é mais prevalente sendo também nesta fase que é possível desenvolver ações de remoção mais eficazes.

Utilizando redes de arrasto, técnicos e voluntários realizaram 97 ações de remoção, o que se traduziu em mais de 10.000 exemplares de peixes exóticos removidos entre os quais percas-sol (Lepomis gibbosus), chanchitos (Austroloherus facetus) e achigãs (Micropterus salmoides).

Para apoiar esta ação foi lançada pela LPN, a nível nacional, uma Campanha de Voluntariado à qual aderiram mais de uma centena de voluntários vindos de vários pontos do país e ainda duas instituições de apoio a jovens em risco, a ART (Associação de Respostas Terapêuticas) e a GPS (Gerar, Percorrer, Socializar), sediadas em Castro Verde.

Esta campanha revelou-se muito importante porque, para além da ajuda direta nas ações de remoção, foi possível fazer a sensibilização e educação dos voluntários in loco, de uma forma mais efetiva. A participação dos voluntários nesta ação permitiu o contacto direto com os peixes exóticos mas também com as espécies nativas, tal como a boga-do-guadiana (Pseudochondrostoma willkommii), a cumba (Luciobarbus comizo), o barbo-de-cabeça-pequena (Luciobarbus microcephalus) ou o escalo do sul (Squalius pyrenaicus), entre outras espécies que ocorrem nesta área.

A quantidade e percentagem de espécies exóticas capturadas em cada pego permitiu aos participantes ter uma melhor perceção da pressão a que o saramugo e os outros peixes nativos estão sujeitos, assim como, puderam conhecer várias outras ameaças que afetam a conservação do saramugo.

Com esta experiência pretende-se também que mais pessoas ajudem a promover o Projeto LIFE Saramugo e a Rede Natura 2000, bem como, a conservação da natureza em geral.


A LPN e a equipa do LIFE Saramugo agradece e reconhece a preciosa ajuda de todos os voluntários e espera que a experiência tenha sido recompensadora. Contamos vê-los no próximo ano! O pequeno saramugo agradece todo o empenho e dedicação.

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